Candidato a deputado federal pelo Paraná afirma que governo brasileiro precisa agir com mais firmeza contra PCC e Comando Vermelho
A cobrança do governo dos Estados Unidos para que o Brasil adote medidas mais firmes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) reacendeu o debate sobre a política de segurança pública do governo Lula.
A posição de Washington ocorre depois de os Estados Unidos classificarem as duas facções como organizações terroristas e cobrarem uma resposta mais contundente do Brasil diante da atuação das organizações criminosas.
Para o deputado federal Reinhold Stephanes Júnior (PL-PR), a cobrança expõe uma questão que o governo Lula não pode ignorar: o Brasil precisa assumir uma postura mais firme diante do avanço do crime organizado. “É preocupante quando o Brasil precisa receber uma cobrança de fora para discutir aquilo que deveria ser uma prioridade aqui dentro. PCC e Comando Vermelho não são um problema distante. São organizações que aterrorizam brasileiros, movimentam dinheiro, armas e drogas e ampliam sua presença pelo país”, afirmou Stephanes.
O candidato também criticou a condução do governo federal na área de segurança e defendeu uma política de enfrentamento que vá além de operações pontuais, com foco na inteligência, no combate à lavagem de dinheiro e no enfraquecimento da estrutura financeira das facções. “O governo precisa decidir de que lado está, o cidadão não pode acordar todos os dias preocupado com a segurança da sua família. Não basta fazer discurso sobre combate ao crime organizado. É preciso dar respaldo às forças de segurança, endurecer a legislação e atacar o poder econômico das facções”, disse.
Para Stephanes, a segurança pública precisa estar entre as prioridades do governo federal, especialmente diante da capacidade de articulação e expansão das organizações criminosas. “Não podemos normalizar a força que essas organizações criminosas alcançaram. O Brasil precisa parar de agir apenas quando o problema explode e passar a antecipar as ações do crime. Segurança pública precisa ser prioridade de Estado, e não uma resposta ocasional”, concluiu.

