Os recentes furtos de fiação elétrica em uma unidade de saúde no Parolin e em uma escola municipal no Capão da Imbuia, em Curitiba, expõem os impactos que esse tipo de crime provoca sobre serviços essenciais. Na escola, a falta de energia prejudicou a rotina de cerca de 500 alunos durante toda a semana. Já na Unidade de Saúde Parolin, medicamentos que necessitam de refrigeração e insumos como insulina precisaram ser transferidos com urgência, afetando o atendimento à população.

Candidato à reeleição como deputado estadual, Paulo Gomes (PL-PR) tem entre suas iniciativas na Assembleia Legislativa do Paraná o Projeto de Lei nº 487/2026, protocolado em maio deste ano, que altera a legislação estadual para instituir normas de rastreabilidade de materiais recicláveis e reutilizáveis no âmbito do pós-consumo. A proposta busca ampliar o controle sobre a origem e a circulação desses materiais, dificultando que produtos de procedência irregular sejam absorvidos pelo mercado.

Para Paulo Gomes, combater o furto de cabos também exige enfrentar a cadeia que dá destino ao material depois do crime. “Se cortarmos o comércio ilegal, cortamos o crime”, afirma o deputado. A proposta busca fortalecer mecanismos de identificação e controle na comercialização de materiais, dificultando a receptação e criando mais elementos para verificar a procedência dos produtos.

Os episódios registrados em Curitiba mostram as consequências quando a fiação furtada pertence a estruturas que prestam serviços diretamente à população. Na escola do Capão da Imbuia, além do prejuízo à rotina de ensino, a interrupção da energia provocou a perda de alimentos armazenados nas geladeiras. Na unidade de saúde do Parolin, a transferência emergencial de medicamentos e insumos refrigerados acrescentou uma dificuldade ao atendimento. Para Paulo Gomes, fortalecer a rastreabilidade é uma medida para dificultar o comércio de materiais furtados e proteger serviços essenciais.