A proposta de reajuste na tarifa de energia elétrica no Paraná, atualmente em análise pela Agência Nacional de Energia Elétrica, reacendeu o debate sobre o equilíbrio entre custo e qualidade na prestação de um serviço essencial. A revisão tarifária periódica pode resultar em um aumento significativo na conta de luz dos paranaenses a partir de junho de 2026, o que acende um alerta para os impactos diretos no orçamento das famílias e na competitividade da economia local.
Diante desse cenário, o deputado estadual Paulo Gomes destaca que o momento exige atenção e participação ativa da sociedade. Para ele, a consulta pública aberta pela ANEEL é um instrumento importante, mas que precisa ser mais acessível e efetivamente utilizado pela população.
“A consulta pública é o espaço legítimo para o consumidor se manifestar, mas ainda há um desafio grande de engajamento. Muitas pessoas nem sabem que podem participar ou como participar, isso acaba tornando o diálogo ineficiente quando não se tem a real percepção de quem vai ser impactado pelo aumento tarifário da energia elétrica impacta” , afirma.
A revisão tarifária envolve uma análise detalhada dos custos operacionais, investimentos e metas de qualidade da concessionária responsável, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. No entanto, Paulo Gomes alerta que o processo não pode se limitar a uma equação técnica.
“É preciso ir além dos números. A população quer entender o que está sendo cobrado e, principalmente, o que está sendo entregue em troca. Energia elétrica não é um luxo, é um serviço básico, que precisa funcionar bem e com preço justo”, pontua.
O parlamentar também chama atenção para a percepção crescente de que o consumidor acaba sendo o principal responsável por absorver aumentos, enquanto ainda enfrenta problemas como instabilidade no fornecimento e dificuldades no atendimento.
“Não se trata apenas de discutir reajuste, mas de discutir confiança. O cidadão precisa sentir que está pagando por um serviço eficiente, com menos interrupções e mais qualidade no atendimento. Sem isso, qualquer aumento gera insatisfação e sensação de injustiça”, reforça.

Foto: Assessoria
Outro ponto destacado por Paulo Gomes é a necessidade de ampliar a transparência sobre os fatores que compõem a tarifa, como encargos setoriais, custos de transmissão e políticas energéticas nacionais.
“Quando a informação não chega de forma clara, o consumidor fica desamparado. E isso fragiliza o debate. Precisamos garantir que as pessoas compreendam o porquê de cada decisão”, acrescenta.
A consulta pública sobre o reajuste segue aberta até o início de maio e pode ser acessada diretamente no site oficial da ANEEL, onde qualquer cidadão pode enviar contribuições, críticas ou sugestões sobre a proposta. Para o deputado, esse é o momento mais importante do processo.
“Essa é a hora de participar. Não adianta reclamar depois do aumento aprovado. A população precisa ocupar esse espaço, porque é ali que as decisões começam a ser moldadas”, conclui.
Enquanto a decisão final não é tomada, o debate sobre o reajuste da energia no Paraná evidencia um ponto central: mais do que autorizar aumentos, é fundamental garantir que o consumidor seja respeitado, com transparência, qualidade no serviço e voz ativa nas decisões que impactam diretamente o seu dia a dia.
