EUA CLASSIFICAM PCC E CV COMO ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS E STEPHANES JUNIOR DEFENDE RIGOR NO COMBATE AO CRIME

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na última quinta-feira, 28 de maio, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) serão formalmente classificados como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho. O secretário de Estado Marco Rubio, em declaração oficial, adiantou que as facções já passam a ser tratadas imediatamente como “Terroristas Globais Especialmente Designados” — o que permite ao Tesouro americano aplicar sanções contra seus líderes e associados sem esperar a data de entrada em vigor.

A decisão chegou ao Congresso brasileiro como um alerta. Para parlamentares que acompanham de perto a pauta de segurança pública, o reconhecimento internacional escancarou o que especialistas e autoridades brasileiras já sabem há anos: as maiores facções criminosas do país deixaram de ser um problema interno.

O senador Flávio Bolsonaro, que retornava de viagem aos Estados Unidos quando o anúncio foi feito, foi direto ao avaliar a medida.

“O mundo está enxergando aquilo que muitos brasileiros vivem diariamente: facções criminosas que espalham medo, dominam territórios e desafiam o Estado”, disse o senador, defendendo uma postura mais firme das autoridades brasileiras.

No Paraná, o deputado federal Reinhold Stephanes Junior acompanhou a repercussão da decisão americana e não poupou palavras ao avaliar a situação do crime organizado no Brasil.

“Estamos falando de organizações que movimentam bilhões, comandam ataques e aterrorizam famílias brasileiras. O crime organizado deixou de ser um problema isolado e se tornou uma ameaça direta à segurança da população”, afirmou o deputado.

Stephanes Junior vai além do diagnóstico. Para ele, a resposta do Estado brasileiro precisa ser estrutural: mais investimento em inteligência policial, forças de segurança mais bem equipadas e uma cooperação internacional que acompanhe a sofisticação das facções.

“A população quer segurança e resposta firme do Estado. Não é aceitável que criminosos tenham tanto poder enquanto o cidadão vive com medo dentro da própria cidade”, disse.

O parlamentar defende que o enfrentamento ao crime organizado deixe de ser tratado como pauta secundária e passe a ocupar o centro do debate político nacional.

“O Brasil precisa proteger suas famílias e enfrentar o crime com coragem, inteligência e rigor da lei”, concluiu Stephanes Junior.

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