Coronel Henrique coordena projeto que pretende transformar a história celeste em patrimônio cultural e turístico de Belo Horizonte
A história do Cruzeiro pode ganhar, enfim, um espaço à altura de sua dimensão em Minas Gerais. Uma visita ao Museu Brasileiro do Futebol (MBF), no Mineirão, marcou o início dos estudos de viabilidade técnica para a implantação do Museu do Cruzeiro e da Rota Turística e Cultural Cinco Estrelas, proposta que pretende transformar a trajetória do clube em um circuito permanente de memória, cultura, turismo e geração de renda em Belo Horizonte. A agenda, na segunda-feira (29), foi conduzida por Coronel Henrique, presidente da Comissão de Esporte, Lazer e Juventude da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A convite do Coronel Henrique, o arquiteto Bruno Campos tem realizado outras visitas técnicas a fim de iniciar o estudo preliminar e elaborar um projeto para futura captação de recursos por meio da Lei de Incentivo à Cultura. A proposta, segundo os articuladores, não prevê impacto financeiro direto para o Cruzeiro, já que a viabilização se dará por meio de recursos de renúncia fiscal.
Para Coronel Henrique, o projeto ultrapassa os limites da paixão clubística e se sustenta pelo interesse público que carrega. “É um projeto de utilidade pública porque ele preserva a memória de uma instituição que ajudou a contar a história de Belo Horizonte e de Minas Gerais. O Cruzeiro não pertence apenas à sua torcida; sua trajetória se confunde com a formação da capital, com a cultura do futebol mineiro e com a identidade de gerações de mineiros. Quando se investe em memória, turismo e formação cultural, o retorno é para toda a sociedade”, afirma.
Cruzeirense desde sempre, Coronel Henrique carrega com o clube uma relação que antecede sua atuação institucional. Foi fundador da torcida Trovão Azul nos anos 1980 e vê no projeto uma oportunidade de devolver ao Cruzeiro, e à população mineira um legado histórico à altura da grandeza celeste. A conexão afetiva, porém, não diminui a dimensão pública da proposta; ao contrário, reforça o empenho em transformar a história do clube em um patrimônio acessível, vivo e capaz de dialogar com torcedores, visitantes e novas gerações.
“Um clube com 105 anos de história não pode seguir sem um museu. O Cruzeiro construiu títulos, revelou ídolos, marcou épocas e ajudou a projetar Minas para o Brasil e para o mundo. Criar esse espaço é valorizar a marca do clube, fortalecer sua identidade, atrair novos cruzeirenses e, acima de tudo, deixar um legado histórico para a população”, defende.
Memória do Cruzeiro pode se tornar experiência cultural e turística
A proposta em discussão parte do entendimento de que o Cruzeiro é um ativo esportivo, cultural e econômico de Minas Gerais. A criação do museu e da rota turística busca valorizar o clube como marca, preservar sua memória institucional e, ao mesmo tempo, abrir novas frentes de receita, visibilidade e circulação de visitantes.
Na avaliação de Coronel Henrique, o projeto pode produzir efeitos para além do campo simbólico. “Quando se cria um equipamento cultural e turístico desse porte, a cidade ganha um novo polo de visitação, o clube fortalece sua marca e a economia é movimentada. Estamos falando de emprego, renda, turismo, valorização do patrimônio e possibilidade de capitalização para novos investimentos. É uma iniciativa que honra o passado e ajuda a construir o futuro”, diz.
Arquiteto com experiência em grandes equipamentos esportivos
O arquiteto Bruno Campos é responsável por alguns dos mais importantes equipamentos esportivos do país. Trabalhou no projeto do novo Mineirão para a Copa do Mundo e também no do Parque Olímpico dos Jogos Rio 2016. Agora, passa a elaborar os subsídios técnicos que devem orientar a formatação do Museu do Cruzeiro e da rota turística associada ao projeto.
Rota Cinco Estrelas
Paralelamente ao museu, a proposta prevê a criação da Rota Turística e Cultural Cinco Estrelas, formalizada no Projeto de Lei 5.773/2026. A ideia é estruturar, em Belo Horizonte, um circuito oficial dedicado à história do Cruzeiro, conectando espaços emblemáticos da trajetória do clube e transformando-os em pontos de visitação, memória e pertencimento.
O roteiro proposto inclui o Parque Esportivo do Barro Preto, o Complexo do Mineirão, a Toca da Raposa 1, a Toca da Raposa 2 e a Sede Campestre do Cruzeiro, além de outros equipamentos.

Foto: Assessoria
