O deputado estadual Paulo Gomes (PL) defendeu cautela na análise do Projeto de Lei nº 1156/2025, que pretende ampliar a venda de bebidas alcoólicas em recintos esportivos do Paraná. A proposta permitiria a comercialização de bebidas com até 15% de teor alcoólico, como vinhos, espumantes, licores e coquetéis, enquanto a legislação atual permite apenas cerveja e chope, com graduação alcoólica mais baixa.

A audiência pública foi solicitada pelo próprio parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná, com o objetivo de aprofundar o debate antes do avanço da proposta. Para Paulo Gomes, o tema não pode ser tratado apenas pelo ponto de vista econômico.

“Futebol é paixão, cultura, lazer e saúde. Mas justamente por ser paixão, por mobilizar multidões e emoções intensas, exige prudência. O Estado não pode ignorar os riscos. Estádio não é balada!”, afirmou o deputado.

Durante a audiência, representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, OAB Paraná, Procon Paraná e Secretaria Estadual de Esportes manifestaram preocupação com os possíveis impactos da medida. Entre os principais alertas estão o aumento de conflitos, riscos à segurança das famílias, alteração de comportamento nas arquibancadas e acidentes de trânsito após as partidas.

Segundo pesquisa do Instituto IRG encomendada pela Comissão do Consumidor da ALEP, presidida por Paulo Gomes, 74,5% da população acredita que a liberação dessas bebidas aumenta a violência.

Para o deputado, os posicionamentos das instituições precisam ser considerados pelo Legislativo.

“Ouvimos quem está na linha de frente. Quando instituições de segurança e órgãos públicos manifestam preocupação, o Parlamento tem o dever de escutar com atenção”, destacou.

Paulo Gomes reforçou que reconhece a importância do futebol, do lazer e da atividade econômica gerada pelos eventos esportivos, mas afirma que a prioridade deve ser a segurança dos torcedores.

“O estádio precisa ser um ambiente seguro. O torcedor tem o direito de assistir ao jogo com tranquilidade, e o poder público precisa agir preventivamente para evitar problemas”, completou.

O Projeto de Lei nº 1156/2025 segue em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná.

Foto: Valdir Amaral/ALEP