Deputado Luis Corti defende valorização dos servidores da Adapar após aprovação de reestruturação na Assembleia

O deputado estadual Luis Corti (PSD) defendeu, em plenário, a valorização dos servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) durante a votação do projeto que reestrutura carreiras, cargos e remunerações da autarquia. A proposta, de autoria do Poder Executivo, foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná nas sessões desta segunda-feira (8) e segue para sanção.

O Projeto de Lei 452/2026 reorganiza as carreiras ligadas à fiscalização e à assistência da defesa agropecuária, atualiza a legislação da instituição e cria novos mecanismos de desenvolvimento profissional. Segundo a Assembleia Legislativa, a medida busca modernizar a estrutura funcional da Adapar, valorizar servidores e adequar a agência às demandas do setor produtivo.

Médico veterinário e ex-chefe de núcleo em Pato Branco, Luis Corti lembrou sua trajetória na defesa agropecuária e afirmou que a Adapar é resultado de um processo histórico construído por servidores que ajudaram a consolidar o Paraná como referência em sanidade animal e vegetal.

“A Adapar nasceu do DSA, da Defesa Sanitária Animal. Tive o orgulho de ser chefe do núcleo de Pato Branco, de atuar na Defis e no DSA, que ajudaram a formar a Adapar, hoje a melhor agência de defesa agropecuária do país”, afirmou o deputado.

Durante a votação, Luis Corti ressaltou que o trabalho dos servidores da Adapar tem impacto direto na economia do Paraná e do Brasil. Segundo o parlamentar, a defesa sanitária é uma das bases que permite ao Estado alcançar mercados exigentes e agregar valor aos produtos agropecuários.

“O serviço prestado por esses servidores é o respaldo que nos dá garantia para chegarmos aos melhores mercados do mundo. Nós chegamos à Europa e à Ásia com os nossos produtos graças ao trabalho desses servidores”, destacou.

Fonte: Assessoria

O deputado afirmou que a atuação da agência fortalece a credibilidade da produção paranaense, chancela a qualidade dos alimentos e gera retorno econômico para o Estado. “Esses servidores trazem dinheiro para o Paraná e para o Brasil. Eles aumentam o valor agregado dos nossos produtos e dão segurança para aquilo que produzimos”, disse.

De acordo com a matéria aprovada, os profissionais da Adapar atuam em áreas como fiscalização da sanidade animal e vegetal, inspeção de produtos de origem agropecuária, controle do trânsito de animais e vegetais, certificações sanitárias e fiscalização de insumos. O trabalho é considerado estratégico para a competitividade do agronegócio paranaense e para a manutenção e ampliação das exportações do setor.

Projeto reorganiza carreiras da Adapar

A proposta aprovada consolida duas carreiras no Quadro Próprio da Adapar: Fiscalização da Defesa Agropecuária e Assistência à Fiscalização da Defesa. As duas passam a ser organizadas em 17 classes de desenvolvimento profissional, com progressão baseada em tempo de serviço, avaliações de desempenho e qualificação profissional.

O texto também institui uma nova estrutura remuneratória por subsídio. Conforme a Assembleia Legislativa, os valores variam de R$ 5.800,00 a R$ 18.325,12 para os Assistentes de Fiscalização da Defesa Agropecuária e de R$ 9.800,00 a R$ 30.541,86 para os Fiscais da Defesa Agropecuária. A proposta ainda cria a Gratificação de Risco Ocupacional (GRO), no valor de R$ 971,45, destinada aos servidores que atuam em atividades insalubres ou perigosas.

Durante a tramitação, também foram aprovadas duas emendas assinadas pelo deputado Luiz Claudio Romanelli. Uma flexibiliza regras de promoção funcional, permitindo progressão por tempo de serviço, qualificação acadêmica ou pela combinação dos dois critérios. A outra inclui os zootecnistas na carreira de fiscalização da defesa agropecuária.

Avanço na inspeção de produtos de origem animal

Em sua fala, Luis Corti também citou a importância da Lei nº 22.953/2025, que credenciou empresas para atuar em serviços de inspeção de produtos de origem animal no Paraná. Para o deputado, a medida tem contribuído para agilizar processos, ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a produção de alimentos no Estado.

“A Lei 22.953 credenciou empresas para fazer o serviço de inspeção, e isso tem ajudado uma barbaridade. Nós precisamos reconhecer tudo aquilo que fortalece a produção e dá segurança para o alimento que chega à mesa das famílias”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a Adapar é uma instituição que chancela a produção de alimentos e dá segurança tanto ao produtor quanto ao consumidor. “Quando falamos da Adapar, falamos de uma instituição que garante a sanidade, a qualidade e a confiança dos nossos produtos. É por isso que precisamos valorizar esses servidores”, reforçou.

Foto: Assessoria

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